A líder do PAN, Inês Sousa Real, apelou hoje à participação nas eleições, considerando estar em causa “preservar a democracia”, e defendeu alterações à lei eleitoral para garantir o direito de voto de emigrantes e de operacionais em missão.
“Apesar de sabermos que o país está sob um difícil contexto por causa ainda da destruição que foi causada em vários pontos do território, é importante que quem possa assegurar o seu direito ao voto que participe”, apelou, em declarações à agência Lusa, a porta-voz do partido Pessoas-Animais-Natureza.
Inês Sousa Real, que exerceu o seu voto na Escola Básica 2,3 de Telheiras, em Lisboa, considerou que esta eleição presidencial representa mais do que “perder ou ganhar”, sublinhando que o está em causa é “preservar a nossa democracia”.
Por outro lado, a líder do PAN lamentou as dificuldades sentidas pelos portugueses residentes no estrangeiro para exercer o seu direito de voto, sobretudo devido aos custos que isso acarreta.
“Não faz qualquer tipo de sentido que tenhamos cidadãos a queixarem-se que têm de pagar mais de 600 dólares, por exemplo, nos Estados Unidos, para poderem votar e participar em algo que também lhes diz diretamente respeito, como é o caso da eleição do Presidente da República”, apontou.
Nesse sentido, Inês Sousa Real disse que o partido já apresentou iniciativas no parlamento para permitir “uma maior descentralização das mesas de voto e capacidade também de desburocratização”, apelando ao Governo e às restantes forças políticas para que acompanhem essas propostas.
Por outro lado, a porta-voz do PAN manifestou também preocupação com os profissionais que, devido ao mau tempo, estão mobilizados no apoio às populações e ficam impedidos de votar, incluindo operacionais da proteção civil, bombeiros, forças de segurança e militares.
“O que a lei prevê é o voto antecipado, que já passou, há o adiamento nos locais afetados e mesas de voto em que houve este adiamento, mas não há neste momento um mecanismo geral que permita salvaguardar que estas pessoas possam depois depois votar”, ressalvou.
Por esse motivo, Inês Sousa Real considerou ser necessário “retirar “conclusões e aprendizagens” para criar um mecanismo mais flexível que assegure o direito de voto destes cidadãos, que estão a prestar “um serviço público ao país da mais elevada responsabilidade”.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.









